terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Para um gato (que não tive) - Nelson Martinelli Filho

É de fato, no sentido
Amplo, pra gato angorá:

Sobre as patas, de mansinho,
No pescoço seu colar,
Entre pelos, vibra um sino.

Ato extremo de preguiça,
Deita largo no sofá:
Fino gesto de malícia.

Se o afago, tal felino
Pões-se logo a ronronar
(Paraíso num carinho).

Mais valia esta alegria
Não houvesse - baita azar! -,
Justo em mim, uma alergia.

Poesia premiada no Concurso Novo Milênio de Literatura 2011 da Faculdade Novo Milênio