segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

A amante do príncipe - Sandra Marton - Cap. V

CAPÍTULO CINCO
O carro de Nicolas aguardava lá fora.
- Para casa - ele instruiu o motorista, e apertou um botão para que o vidro subisse, deixando-os em um universo escuro e privado.
Nicolas viu a dúvida brilhando nos olhos de Chloe. E só havia um modo de dirimi-la. Ele a tomou nos braços, puxou-a para o colo, beijou-a nas pálpebras, no pescoço, na boca, e prometeu a si mesmo que não faria nada mais até que estivessem na cama dele. Mas como poderia evitar afastar uma alça fina do vestido e mordiscar aquela pele macia? Como se impedir de deslizar a mão por sob a saia dela? A pele de Chloe era quente e sedosa, e quando ele roçou os dedos no tecido entre as coxas macias, ela gemeu de encontro a sua boca e estremeceu.
Ele sentiu o próprio coração estremecer também.
O tráfego estava tranqüilo àquela hora e o percurso até a cidade foi misericordiosamente breve. A subida em seu elevador particular pareceu interminável.
Possua-a agora, pedia sua pulsação acelerada, mas alguma parte de seu cérebro que ainda conseguia raciocinar o lembrou de que tinham apenas aquela noite, e que Chloe merecia tudo que ele pudesse lhe oferecer.
Então ele se conteve, beijando-a, sussurrando em seu ouvido, dizendo o quanto era linda, o quanto ele a desejava, até que, por fim, eles estavam em sua cobertura.
O luar suave atravessava a parede de vidro da sala de estar, iluminando o rosto de Chloe. Nicolas a segurou pelos ombros, correu as mãos por seus braços até seus pulsos, ergueu as mãos dela e as levou aos lábios para beijá-las nas palmas.
- Minha linda Chloe. - Ele falou, docemente.
Ela tremia. Jamais se sentira daquela maneira antes, como se o tempo houvesse parado, como se o próprio Universo houvesse congelado e tudo apenas aguardasse pelo que viria.
- Nicolas. - Sua voz soou incerta. - Eu deveria te dizer que...
- Não precisa dizer nada, minha querida. Eu sei que não costuma fazer este tipo de coisa: ir para a casa de um estranho.
- Sim, mas há outra coisa. Você deve... Você deve saber que...
- Eu só sei disto - ele disse, a beijou, ergueu-a nos braços e carregou-a para o quarto.
Desse momento em diante, nada mais importou.
O corpo forte acariciou o dela conforme Nick a punha de pé no chão. Deus, sentir o músculo rijo, o calor dele, o compasso das batidas de seu coração...
O prazer inundou Chloe.
Isto estava certo. Era um momento fora do tempo e do espaço e ela o teria para lembrar com carinho, para a eternidade.
Nicolas tirou o paletó.  A gravata.  As peças caíram ao chão sem que os olhos dele deixassem os dela. Era ela quem deveria fazer o movimento seguinte?
Chloe respirou fundo e buscou o zíper atrás do vestido. Nick a impediu.
- Quero despir você.
Sua voz era baixa, urgente e incrivelmente sexy. Nicolas se postou atrás dela. Quando Chloe sentiu o toque da mão em seu zíper, inclinou a cabeça e puxou os longos cabelos de lado. Ele grunhiu suavemente e mordiscou a pele de sua nuca.
- Chloe – sussurrou somente isso, mas ela nunca tinha ouvido o próprio nome dito daquele modo antes e sentiu-se derreter.
Devagar, Nick abriu o zíper e o tecido sedoso pareceu frio contra sua pele conforme descia ao chão. Nicolas a apoiou pela mão, e ela se livrou do vestido. Tudo o que usava agora era o que o estilista combinara com o traje: um sutiã azul-pálido, uma calcinha fio-dental da mesma cor, meias finas até as coxas e os escarpins de salto altíssimo.
Nicolas a virou para ele, e seu olhar a fez prender a respiração.
- Nicolas - Chloe murmurou, trêmula, e ele a tomou nos braços, unindo as bocas. Chloe soube, nessa hora, que aquilo era tudo pelo que ela havia esperado: aquele momento e aquele homem.
Ele a despiu com raro cuidado. O sutiã. A calcinha. Tocou-a com a mesma reverência, as mãos segurando seus seios em concha, os dedos se movendo sobre os mamilos. Apenas isso já foi o suficiente para ela soltar uma exclamação de prazer.
- Você é tão linda! - ele murmurou. - Tão linda, querida.
Ergueu-a nos braços, carregou-a para a cama e se deitou ao lado dela. Chloe estava nua agora e ele, ainda vestido. O contraste era absurdamente erótico. Nick a explorou com uma lentidão deliberada, tocando-a nos seios, beijando-a, fitando-a nos olhos enquanto ela vibrava com suas carícias. Beijou-a. Acariciou-a. Beijou seus seios, seu ventre...
Os pelos dourados no ápice de suas coxas.
A cabeça de Chloe pendeu para trás, de encontro aos travesseiros, e um gemido escapou-lhe da garganta.
- Mais? - ele indagou, rouco. - Diga-me. Você quer mais?
Os dedos se moveram sobre ela mais uma vez, demorando-se. Chloe murmurou o nome dele e arqueou o corpo em sua direção.
- Diga! - ele insistiu.
- Você, Nicolas - ela arfou. - Quero você!
Ele capturou a boca macia com a sua, ao mesmo tempo em que tocava o seu corpo de mulher. Acariciou-a, e ela explodiu de prazer.
O grito dela, o modo como seus olhos se fecharam no auge da paixão, quase o fizeram perder o controle. Agora, pensou Nick, enquanto se livrava dos sapatos. Tirou as roupas. Passou um minuto que lhe pareceu longo demais colocando um preservativo.
- Chloe - ele disse com determinação, se ajoelhou entre as coxas macias e penetrou-a. Não devagar, como havia prometido a si mesmo, e sim numa estocada longa e profunda.
Ela gritou mais uma vez e, por um interminável instante, Nick se retesou.
- Nicolas! - ela gemeu, erguendo os quadris.
Foi demais para ele.
Já não conseguia se conter, não consegui parar. Beijou-a, movendo-se dentro dela. Chloe atingiu o ápice mais uma vez, ganhando o Universo nos braços de Nick, enquanto ele lhe tomava aquilo que jamais tomara de mulher alguma: sua virgindade.