sexta-feira, 4 de novembro de 2011

O silêncio das almas - Acibaldo Silva de Almeida

Hoje quero ouvir,
apenas o silêncio,
o silêncio dos mortos,
o silêncio dos vivos,
daqueles que apenas seguiram,
e não foram esquecidos.

No silêncio das horas,
deixar passar o dia,
reviver os momentos,
que ficaram lembranças,
dos abraços, dos sorrisos,
e estão guardados na retina.

Daquela conversa franca,
bem ali no ouvido,
entre um mate, um café,
ou mesmo uma bebida,
mas era essa franqueza,
que curava as feridas.

Hoje, no silêncio das horas,
enquanto só o coração batia,
recordei de instantes mágicos,
e não apenas por um minuto,
permaneci conversando,
era meu pai, familiares e amigos.

Olho ao longe, o campo florido,
as matas estão mais verdes,
o céu, o dia está lindo, colorido,
as pessoas que passam, acenam,
dizendo ao vento, estamos bem, felizes,
e fiques em paz, tranquilo, siga a vida.

Hoje quero me confortar,
apenas com o silêncio,
o silêncio das almas,
aqueles que me antecederam,
e a convite de Deus, partiram,
mas, que em minha memória,
na corrida dos dias, estão vivos...


Acibaldo Silva de Almeida