sexta-feira, 4 de novembro de 2011

O sheik de Sophie - Capítulo IV - Alexandra Sellers

CAPÍTULO QUATRO
_ Alôôô _ Zoe cantarolou ao telefone. _ Surpresa! Está se divertindo?
A irmã sempre queria que todos se divertissem.
_ Você estava certa, isto aqui é fabuloso _ disse-lhe Sophie. Estava deitada na cama em uma suntuosa suíte do Sheik Daud Hotel. Passara meia hora tentando entender o que havia acontecido, então telefonara para a gêmea em Vancouver.
_ Seria esperar muito supor que você já perdeu sua virgindade obessiva? _ brincou Zoe.
Apenas sorriu. A irmã era mais obcecada por sua vida sexual do que ela própria. Era apenas uma questão de prioridades, Sophie queria que o sexo tivesse algum significado. Mais do que significado... queria fazer amor, não sexo. E somente com o marido ou pretendente com quem fosse se casar. .
Ela riu.
_ Escute, Zoe, uma coisa muito estranha acabou de acontecer.
_ Oh, ótimo! Foi um homem?
_ Sim.
_ Sempre achei que você cairia por um desses homens-alfa. Conte-me tudo!
_ Diga-me primeiro uma coisa, Zoe… quando você esteve aqui no ano passado, se divertindo tanto, quem era você?
A risada que chegou aos ouvidos de Sophie era tudo o que precisava ouvir. Sua gêmea era incorrigível.
_ Já descobriu? Alguém a reconheceu? Confesso que peguei seu passaporte emprestado, Soph.
_ Sinceramente, gostaria que parasse de fazer isto! Você não faz ideia de como é constrangedor.
_ Não faço mesmo _ concordou Zoe, melancólica. _ Mas acho que seria divertido se, de vez em quando, você se passasse por mim e fizesse alguma coisa bem estarrecedora, para me obrigar a dar explicações.
_ Teria de me esforçar muito para pensar em algo que você considerasse estarrecedor _ respondeu Sophie secamente.
Zoe riu de novo, admitindo que a irmã atingira o alvo.
Era um clássico caso de Gêmea Boa / Gêmea Má, só que Zoe não era realmente má, apenas muito excêntrica. Sonhava com uma vida de aventuras. Para isso, compreendeu muito cedo que precisava se casar com um milionário. Sua escolha recaiu em um dos homens mais ricos do Canadá, quase três vezes mais velho do que ela. Já em idade avançada, ele decidira se candidatar ao Congresso. Recém-saída da universidade, Zoe fora trabalhar na campanha eleitoral.
Casou-se com ele e, quando Hamilton Brougham venceu a eleição, Zoe havia alcançado o status que desejava. Mas a posição que conquistara também tinha suas restrições. Ao casar-se com Ham, prometera a ele que sua vida particular jamais traria constrangimentos à carreira política do marido.
Nessas horas entrava em cena a figura de Sophie. Às vezes, quando Zoe precisava apagar seus rastros, fingia ser a irmã mais sóbria. Em vários momentos, Sophie confirmara a jornalistas que sim, era ela na foto, dançando dentro de uma fonte da cidade…
_ Então, em que encrenca estou metida aqui nos adoráveis Emirados Barakat? _ perguntou Sophie, agora séria.
_ Oh, doçura, não há encrenca nenhuma! _ protestou Zoe. _ Eu só queria me divertir.
_ Começo a perceber por que você insistiu tanto para que eu tirasse férias justamente agora e neste lugar. Fui uma idiota em não ter percebido antes _ disse Sophie.
_ Não é assim, de jeito nenhum. Quem você conheceu? O que eles disseram? Não é o hotel, é? Paguei por todos os danos, e bem caro. Assim, se eles disserem uma palavra, querida, pode mandá-los...
_ Não é o hotel, Zoe, eles foram extremamente discretos. Trata-se de um sujeito moreno e mal-humorado na praia. De olhos, cavalo e humor negros.
Ouviu a irmã suspirar.
_ Aaaah... Tinha me esquecido do sheik...