segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Diamantes e desejo - Sarah Morgan - Capítulo IV

CAPÍTULO QUATRO
- Eu nunca fui convidada para uma festa como essa.
Lauren sentiu como se estivesse caminhando por um conto de fadas. O hotel havia sido transformado em um paraíso mágico e cintilante, um milhão de pequenas luzes iluminavam as árvores, fogos de artifício clareavam o céu com uma intensa explosão de cores.
Ela se sentiu desorientada. Uma hora ela estava presa em uma tenda, se fazendo de cartomante, e na outra ele estava nos braços de um homem tão fatalmente atraente que seu corpo pegava fogo.
Tudo parecia um sonho. Era bom demais para se verdade.
- Lauren! O que você pensa que está fazendo?
A voz de sua chefe cortou seu sonho como a lâmina de uma faca e Lauren acordou e viu sua fantasia caída no chão, em farrapos. Definitivamente bom demais para ser verdade.
- Eu estava... - Ela seria despedida. Ela havia arriscado tudo por algumas horas com um homem. Como ela podia ser tão estúpida?
O vento frio da realidade lhe bateu no rosto e ela tentou se afastar, mas o homem a puxou para o seu lado com uma força poderosa.
- Ela está comigo. - Sua voz era dura e indesculpável, um desafio verbal travado cuidadosamente na frente de sua chefe que pedia muitas desculpas.
Colocada em contato íntimo com sua armação muscular, Lauren fez uma tentativa patética de se soltar, ofegante e consciente de suas coxas duras presas nas dela. A sensação se espalhou como fogo em sua barriga e ela o ouviu reclamar gentilmente em voz baixa.
- Pare de se retorcer.
Com o rosto em chamas, condenando-se à sua sentença, Lauren gelou.
- Gillian, eu posso explicar...
- Sr. Kozanitas? - Gillian soou chocada. - Eu não o reconheci no escuro. Eu, eu sinto muito ter me intrometido em sua noite.
Kozanitas? Lauren ficou boquiaberta com o homem que agora lhe segurava com força, entendendo então porque Gillian estava retraída.
- Eu sequestrei a sua cartomante. - Camadas de charme cobriam um interior duro feito ferro. - Algum problema com isso?
- Sem problemas. - Gillian gesticulou. - Fico feliz por você ter encontrado... algo para se entreter. - Ela se afastou, tropeçando em dois seguranças com sua pressa para sair.
- Ela faz um rottweiler parecer um brinquedinho fofo. - Lauren a observou ir embora, sentindo-se paralisada. - Acho que eu preciso encontrar outro emprego.
- Se ela te demitir, me avise.
Seu timbre estava frio como gelo e apesar de ela saber que ser demitida seria o provável desfecho, uma sensação acalorada se espalhou pelo seu corpo. Ele a havia defendido. Ninguém nunca havia feito isso antes. Ela estava acostumada a brigar na vida. Sozinha.
- Obrigada - ela disse rudemente e ele a puxou para perto em um contato espantosamente íntimo.
- Por que você deixa ela te intimidar?
- Porque ela paga o meu salário.
- Você devia achar outro emprego.
Se isso fosse fácil.
- Dito por um bilionário, é fácil. - Lauren deu um sorriso instável. - Você me disse que seu nome era Andros.
- Abreviatura de Alexandros.
- Ah. Então você é o assustador Alexandros. Kozanitas.
Ele deu um sorriso sarcástico.
- Eu sou assustador?
- Escrever seu nome é assustador. - Lauren murmurou em voz baixa, lembrando-se dos problemas que ela havia tido com a lista de convidados. - Todos estão extasiados porque você está aqui essa noite. Minha chefe está louca.  - E ela estava louca também em aceitar passar a noite com um homem como Alexandros Kozanitas. O que ela estava pensando? - Eu não posso sair sem ter outro emprego. Não que eu ache que alguém como você vai entender isso.
- Eu entendo. - O riso em seus olhos havia sido substituído por uma dureza e um calafrio que congelou seu sangue.
Frustrada com a mudança de sua expressão, ela olhou para outro lado.
- Eu não consigo nem imaginar você pobre.
- Isso porque eu fiz tudo que estava ao meu alcance para garantir que isso nunca aconteça comigo novamente.
E agora ele valia uma fortuna. Enquanto eles passeavam pelo salão aproveitando a diversão, ela não pôde deixar de reparar que todas as mulheres da festa estavam olhando para ela com inveja.
- O que você está fazendo comigo? - Lauren deu pulo quando uma explosão de fogos de artifício formou uma cascata de milhões de estrelas no céu. - Você devia estar com alguém coberta de diamantes.
- Eu concordo. Ele sorriu lentamente. - Então vamos lhe vestir de diamantes.
Ele a levou pela mão até uma tenda altamente protegida que abrigava uma coleção exclusiva de elegantes diamantes dos melhores designers do mundo.
- Não seja ridículo. - Lauren ficou paralisada.
Olhando para os seus olhos, ela sentiu sua boca ficar seca. Eles estavam no meio de uma multidão, mas ela só tinha olhos para ele. Ao levá-la ao seu encontro, sua coxa encostou-se à dela e o calor lhe contaminou, escaldando seus sentidos. A química era mais poderosa do que tudo que ela já havia sentido. A sensação intensa em seus quadris se intensificou e ela suspirou de forma irregular.
Confusa, perigosamente fascinada, ela deu uma olhada em sua boca e de repente soube que queria algo muito, muito mais do que um diamante. Ela queria beijá-lo. Mesmo sem testar sua teoria, ela sabia que ele era um homem que sabia exatamente como beijar uma mulher. E ela queria ser aquela mulher.
Quando ele inclinou sua cabeça em sua direção, Lauren começou a tremer.
- Você está pronta para se envolvida em diamantes? - Sua voz estava densa, com a mesma consciência chocante que lhe tirou o fôlego, e seu coração balbuciou.

- Estou pronta...
***
Estava sendo muito fácil, Alexandros pensou, olhando para o brilho em seus olhos enquanto prendia o colar de diamante em seu pescoço. Não havia nenhuma evidência de que a cartomante estava combatendo um dilema moral. Ela estava aparentemente muito feliz por ter trocado uma viagem com todas as despesas pagas com sua irmã por uma noite mais lucrativa com ele.
Imaginando o sofrimento que sua ganância iria causar, Alexandros sentiu uma fagulha de raiva. A instabilidade da natureza humana era uma lição a ser aprendida, ele pensou, mas quanto mais rápido sua irmã se tornasse mais cínica, menos ela precisaria de sua proteção.
- Eu não posso aceitar isso. - Contrariando as expectativas dele, ela levou as mãos à nuca e tentou soltar o fecho. - Não está certo.
- Você não gostou do colar?
- Não estou me referindo ao colar, me refiro ao fato de você estar me dando isso. Presentes como este vem com tem um preço - ela disse rudemente. - E será muito alto para mim.
- Deixe. - Alexandros tirou suas mãos do colar gentilmente e a virou para ele. - Está bonito em você.
- Eu não posso aceitar, e mesmo se eu aceitasse, aonde iria usá-lo?
Na cama comigo, Alexandros pensou imediatamente, se surpreendendo com seu pensamento, pois terminar a noite com esta mulher não estava originalmente em seus planos.
- Eu vou te levar a algum lugar em que você possa usá-lo. - E de repente ele quis de fato fazer isso. Ele quis tirá-la daquele evento beneficente ridículo e desnudá-la em particular.
Ela olhou para ele por um longo momento e depois deslizou lentamente os dedos pela maçã do rosto dele.
- O que você quer de mim?
Olhando para seus olhos azuis, Alexandros sentiu uma pontada de culpa. Ele quis provar para sua irmã que sua nova melhor amiga era uma falsa gananciosa. Mas subitamente suas intenções haviam mudado e ele queria outra coisa completamente diferente.
- O que eu quero de você? - Sem hesitar, ele deslizou suas mãos por seu cabelo macio e levou sua boca à dela em um beijo faminto e absorvente, respondendo sua pergunta com uma explosão de pura paixão.

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Capítulo III
Capítulo V

Cortesia Harlequin Books