quarta-feira, 25 de maio de 2011

Maria de Deus Oliveira - Alinhavando Palavras

 Há dias que  acordamos com saudades das pessoas que partiram,
daquele colo especial, daquelas palavras preciosas de sabedoria e consolo que
costumávamos ouvir, mas calou-se para sempre. É um mister de dor e frustração
porque temos a certeza que ninguém pode substituir pensamentos guiados pelo dom
da experiência de vida, principalmente com o elo e um vínculo respaldado pela autoridade
divina creditados a nós. É impossível viver assim! É preciso que busquemos ao
nosso redor novas experiências, não podemos viver o flagelo da tristeza sem ter
com quem partilhar e colocar para fora o que acumulamos no dia-a-dia. O diálogo
traz cura. Cure-se através do desabafo. A alma renova-se, o espírito alivia, o
corpo desenferruja-se, a mente alegra-se, enfim sanidade. Todos nós precisamos
de um amigo, um confidente, um espelho, um animal, um analista, alguém para escutar e intervir só se quisermos. Somos o
vulcão e o ouvidor o resfriador das larvas. E que alivio! Chorar será perfeito.
Lava-se a alma, renova-se o espírito porque o tempo regenera tudo, então
finalmente,  exauriu a dor e a
recordações lembradas com um sorriso. Graças a Deus não existe nada
insubstituível. Nem eu, nem tu, nem eles! Ninguém
!


 Maria de Deus Oliveira. Livro: Alinhavando Palavras – Sem pé nem cabeça. VOLUME 2008.