quinta-feira, 14 de abril de 2011

Tatuagem - Marlene Gomes

Te quis, sem talvez
e tenho você embrenhado
em minhas entranhas,
escorregando entre lencóis
e travesseiros.
Nessas horas infindas,
era uma chama incandescente
numa ânsia imensurável.
Tenho no meu ser resquícios
desse amor desmedido
e até mesmo descontrolado.
Revivo toda insensatez
desse amor impuro,
vulgar, sem domínio, sem regras.
Mas gosto de sonhar.
Sonhar não descaracteriza,
não macula a mente,
apenas nos torna escravo
dessa dor saudade
que habita no meu coração
pelo avesso.

Marlene Gomes