terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Exílio - Ataíde Lemos


Longe da minha terra
Saudades dos ares
Das praias, de meus mares
Dos pássaros e seus cantares

Longe de minha pátria
Sinto a falta do cheiro da minha terra
Das cachoeiras e das serras
Do amanhecer entre as relvas.

Distante de meus amigos
Sentado nesta varanda fico
Com as lembranças que insisto
Que não escondo neste exílio

Contos os dias e as horas
Que teimam em não chegar
Que vivem a me amargar
Num desejo de poder voltar.

Embora tão longe, bem distante
Mesmo com esta dor constante
Com este amargo sabor
Não desisto deste amor
Minha pátria, exuberante esplendor
Terra do Cristo Redentor

Ataíde Lemos