quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Na Voz do Poeta - Maria Elizabete de Sousa Ribeiro

O poeta é a luz que clareia na suavidade dos poemas, ele transforma um palco, nos mais belos contos na arte dos enganos.

O poeta transforma a floresta queimada por belas clareiras verdes, cheirosas, onde a vida é clamorosa e altiva.

O poeta chora, mas mente nas suas poesias falando de amor, trazendo a lua resgatada ao teu encontro nua e cheia de mistérios somente para ti e para sonhares...

O poeta fica possesso de tristeza quando vê o sofrimento e escreve sem parar coisas que para muitos são excrementos e outros tocam corações...

O poeta ama também, sente medo, sente solidão, mas nunca pode deixar de escrever as paginas do seu templo onde ninguém magoa, e pode calar...

O poeta o sente desprezo dos outros poetas e fica magoado, mas sempre segue com a sua boca velada no tempo.

O poeta gosta de sonhar, trazer seus sonhos repletos de estrelas a cintilar, no cantinho da sua esperança nobre de um dia alguém se lembrar...

O poeta também caminha na sombra, gosta de penumbra, só assim pode trazer a beleza do dia para ti.
O poeta gosta de viver, ele ama as coisas sem escolhas e delas trazer as memórias um dia, na sua lapide fria e esquecida pelo tempo.

O poeta grita, com alento magoado pela rouquidão da sua voz, deixando as lamentações o guiar como luzes da subtil vida por ele escrita um dia...

O poeta gosta de pintar também o mais belo quadro de amor, onde a nudez é fatal na rima do poema vivo, do desejo insano da poesia...

O poeta caminha na valsa do tempo, deixando-se namorar pela rima, pela prosa e no conto ele poder extravasar seus fantasmas ainda escondidos na gaveta da sua secretária...

È o poeta, sofre na quietude do tempo, o seu tempo submisso, amando cada dia na inspiração da sua musa, do seu belo despertar na penumbra do quarto solitário mas que ninguém pode acessar a não ser nas suas paginas escritas largadas um dia na poeira do tempo esquecido....

Na Voz do Poeta - Maria Elizabete de Souza Ribeiro