domingo, 10 de outubro de 2010

Á Flor da Carne - Magno Aquino

E quem
Na ausência tua
Há de dizer-me
O que fazer
Ir
Por onde andar?
Falta que só vejo
Dor que já percebo
Quem
Na tua ausência
Há de ensinar-me
Os passos pra flamenca
Ou cadafalso?
Pra não errar
Pois foi de erros
Que te entulhei o peito.
Por hora já não sei
Saber
Quem
Na tua ausência
Há de amparar-me
E responder
Meus versos já sem cor
Nem medo.
Desacato a madre santa
A te aninhar no colo
Em desmedida graça
A compensar-te o tempo
Gasto
A ensinar-me tudo
Que te falo agora
Mas pra nada serve
Na tua ausente face
A vazar-me o olho
Que te olha só
Afastando a lágrima
Inconveniente e torpe.
Já não mais indago
Quem de mim se importa
Pois saíste à rua
E bateste a cara
Deixando-me ao largo
Em tão torta
Sorte vai-te
Aninha-te nos ombros
A quem te pariu
A morte
E se achares sonhos
Quem sabe até volte
Fecho-me pensante
Deixo aberta a porta.

Á Flor da Carne - Magno Aquino
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