sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Venha!Tu és a Chave! - Quiel Guarânea

Venha! Tu És a Chave!

Venha! Quebra-me!
Quebre em mim este lacre!
És a chave!
Abra-me! Aviva-me!
És a chave para acontecer o ápice,
no mais sublime de todos os milagres.
Tens as internas e externas qualidades.

Venha! Venha, meu amor!
Tente sentir por mim igual calor!
Venha prover-me, dar cores à minha cor!
Venha! Venha, meu grande amor,
dar doces dores a esse meu frio calvário sem dor.
Venha! Venha! Não resista, por favor.
Deixa-me desabrochar no teu cálido vapor,
e ofegante nos teus beijos voar como um condor.

Venha! Venha, Oh minha propícia chave!
Abre-me, e deitar-me-ei na tua beldade!
E quando sobre ti eu prostrar-me,
na verdade estarei mergulhado em profundidade,
num mar de prazer em quentes e doces ferocidades,
e ao adentrar em você em acopladas intimidades,
na verdade tu me arrebatarás em todas possibilidades.

Venha! Venha, meu amor, Venha tirar-me do casulo!
Tens a chave! És a chave! Tens o meu desejado fluído!
Não suporto mais estar apenas na fase-casulo!
Abra-me! Envolva-me no amor augusto.
Venha explodir em mim o másculo orgulho!

Venha! Venha amor! Céus! Te quero!
Com teu charme terno venha aplacar meu inverno.
Nem na moda antiga, nem ao estilo moderno,
e sim nas ordens dos nossos acordes internos,
formados por nossas notas quando te paquero.

Venha! Abra-me! És a chave!
Abra-me a porta para a romântica felicidade,
descortinando sobre mim o céu da real vivacidade.
Venha-me! Deixa-me possuir-te na integridade,
nós dois totalmente livres da parcialidade.

Venha! Venha ser meu primeiro amor.
Venha! Venha amor abduzir-me ao teu rol.
Deixa-me aquecer-me nesse teu sol.
Em ti tem mais que “ré-mi-fá-sol-lá-si-dó”.
És em mim o desejo que me implode em pó.
Venha! Chave! Venha meu primeiro e único amor.




Venha!Tu és a Chave é do poeta Quiel Guarânea.
Seus poemas , tão vívidos e cheios de paixão ,arrepia-nos a pele ao mesmo tempo em que dispara nossa pulsação.
Quer sentir a vida pulsando em suas veias?
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