sexta-feira, 6 de agosto de 2010

O Diário das Revelações - João Fernando Silva Greco


Quão difícil é falar de nós mesmos,desnudar nossas almas diante nossos próprios olhos e ainda assim,continuar impassível após essa viagem em nós mesmos.
João Fernando Silva Grego fez essa viagem introspectiva e voltou dela ainda melhor.
O Diário das Revelações,sua belíssima obra,é a história real da vida do autor.Uma belíssima obra que faz chorar,rir,tomar partido,indignar-se.
A carga emocional é alta e chega a transbordar pelos olhos do leitor em forma de lágrimas.
Acreditem...Aconteceu comigo.
Degustem um trecho dessa maravilhosa obra de arte.Deixe a emoção vir à tona.É maravilhoso sentir! 


UM COMEÇO CONFUSO

Uma alegria muito grande crescia em meu coração naquele instante, não era por qualquer motivo, também não era uma alegria típica das crianças de minha idade, era muito mais. O tormento não havia acabado, mas já havia data e hora agendadas para que acabasse.

Naquela época, eu tinha de nove para dez anos, minha irmã estava para completar dezesseis. Vivíamos há uns dois anos naquele porão, éramos quatro pessoas, eu, minha irmã, minha mãe e meu padrasto.

Era um bom bairro, Campo Grande, próximo de Interlagos. Lá existiam boas casas, a burguesia desfilava com seus carros modernos, seus trajes da moda e seus narizes empinados. Eu não sou contra o dinheiro, muito menos contra as pessoas que o possuem em abundância, sou contra a falta de humildade que atinge certas pessoas. Humildade não tem nada a ver com falta ou sobra de dinheiro, e sim com o caráter de cada um, e lá, encontrei algumas pessoas sofrendo dessa “doença”, que por coincidência eram estáveis financeiramente.

Tenho boa memória, ao menos é isso que me dizem por ai, inclusive essa memória é causa de alguns sofrimentos, pois não conseguir esquecer, significa lembrar-se dos momentos ruins também. Minha primeira lembrança é de quando eu engatinhava, utilizando um macacão amarelo, eu tinha o péssimo hábito de engatinhar para trás, e isso me fez ficar preso em baixo de um móvel da casa, chorei alto, pois até hoje me lembro do susto que tomei, e logo minha mãe veio correndo me socorrer. Não vou aqui contar maiores detalhes, simplesmente sintetizar o momento que tudo começou.

Minha mãe sempre foi uma mulher sofrida, doente psicologicamente, sofria distúrbios de personalidade, mas lutava muito, do jeito que sabia, para conseguir pôr comida dentro de casa. Sua visão de vida e mundo era muito peculiar, assim como sua visão de relacionamento. Ela dizia que havia sofrido muito quando se juntou com meu pai, e que a partir daquele momento, ganhou um trauma muito grande em relação aos homens, para ela nenhum prestava.

Um dia, minha mãe me pegou pelas mãos e saímos. Não sabia para onde, mas lembro-me perfeitamente que, dentro do ônibus, ela ficava falando só, o tempo todo. Não lembro onde morávamos naquela época. Depois de um tempo razoável no ônibus, descemos em um ponto e perguntei para ela onde estávamos indo, ela me respondeu:

- Você não queria conhecer o Zé Bétio? Então filho, estamos indo na rádio vê-lo.

Eu fiquei empolgado, ouvia junto de minha mãe, toda noite, o programa do Zé Bétio, adorava ficar imitando o bordão do programa: “Fala Zé... Falo, falo sim”.

Entramos em uma sala que, das quatro paredes, uma delas era um espelho enorme. Todo mundo que ia ao programa do Zé Bétio naquela época, ganhava um pacote de bisnaguinhas Seven Boys, eu vi que o pacote estava abaixo do espelho. Tinha cerca de três microfones no ambiente, mas nada de ver o Zé Bétio. De repente, uma voz grossa ecoou vinda do teto da sala (...)

Quer mais

Então acesse o Blog do Livro.O autor gentilmente disponibilizou capítulos inteiros para degustação.


O Diário das Revelações,uma história real de João Fernando Silva Greco,você encontra em:




Boa Leitura!