terça-feira, 20 de julho de 2010

Poesia: Bia Blanc

Chuva Seca

Chora a chuva seca,
Molha a roupa no varal.
Não seca da noite para o dia,
Remexe-se o parado bambuzal.
No asfalto seco escorregavam os pés,
E as flores nuas desabrochavam.
A noite quente do dia frio
E uma memória que me esqueci.
O cabelo grudava na face,
Os olhos a se fechar.
Diga adeus, diga.
os faça chorar.
Pára e não se move,
A madeira cheira a plástico.
O ouro derrete, mas permanece duro.
Fui forte,
Disse adeus num sussurro.

Bia Blanc